domingo, 1 de agosto de 2010

Uma jornada pelo cinema francês

 

a bela e a fera

O cinema francês é considerado hoje o mais dinâmico da Europa. A produção cinematográfica francesa sempre se destaca pelo grande número de espectadores, de arrecadação e de títulos produzidos. Só com o clássico, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), foi arrecadado cerca de 23 milhões de euros, em um ano. A Aliança Francesa de Florianópolis, em parceria com a Fundação Cultural Badesc,  apresentam neste mês de agosto cinco filmes de diferentes épocas, estilos, locais e diretores. Será uma viagem pelas produções mais diversas do cinema francófono. Desde o contemporâneo O primeiro a chegar (2007) até o clássico A Bela e a Fera (1946).

Esta jornada pelo cinema francês passará por uma grande metrópole francesa, como em A oficina de Deus da diretora Claire Simon, e também por um campo de refugiados no nordeste africano, no longa Heremakono - Esperando a Felicidade (2002).

Heremakono

As exibições ocorrem a partir das 19h, no auditório da Fundação, no Centro de Florianópolis. Sempre às segundas feiras. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (48) 3224-8846

Programação:

Dia 02/08

O Primeiro a chegar (Le premier venu)

De Jacques Doillon, 2007, França e Bélgica, 123min. Com Clémentine Beaugrand, Gérald Thomassin e Guillaume Saurrel. 14 anos.

Camille tem 20 anos e sente que sua vida não tem a intensidade que deseja. Ela tenta achar-se em algum lugar ou alguém. Após algumas situações violentas, ela liga-se a um vagabundo, achando que salvá-lo pode trazer algum sentido à sua vida. ]

o primeiro a chegar

Dia 09/08

As oficinas de Deus (Les bureaux de Dieu)

De Claire Simon, 2007, França, 122min. Com Anne Alvaro, Nathalie Baye e Michel Boujenah. 14 anos.

Três conselheiras de um Centro de Planejamento Familiar ouvem moças e mulheres que anseiam por liberdade sexual e procuram informações sobre métodos contraceptivos e aborto. Neste lugar, elas convivem, riem e choram com as histórias de vida dessas mulheres.

Dia 16/08

A Bela e a Fera (La Belle et la Bête)

De Jean Cocteau, 1946, França, 93min. Com Jean Marais, Josette Day e Marcel André.

Baseado em um conto de fadas francês, conta a história de Belle, uma das três filhas de um mercador, que se perde na floresta e é acolhido por uma fera. Ao apanhar uma rosa do jardim da fera, ele é obrigado a entregar uma de suas filhas ao monstro e é justamente Belle quem se oferece para o sacrifício.

Dia 23/08

Heremakono - Esperando a Felicidade (Heremakono - En Attendant Le Bonheur)

De Abderrahmane Sissako, 2002, França, 95min. Com Fatimatou Mint Ahmedou e Khatra Ould Abdel Kader.

Enquanto espera para viajar à Europa, um menino vive com a mãe em um lugar de exílio. Como não entende a língua local, ele tenta decifrar o mundo e as pessoas que o rodeiam. Os destinos cruzam-se, enquanto os olhares fixos no horizonte esperam por uma felicidade hipotética.

o amigo de minha amiga

Dia 30/08

O amigo de minha amiga (L' Ami de Mon Amie)

De Eric Rohmer, 1987, França, 103min. Com Emmanuelle Chaulet, François-Eric Gendron e Anne-Laure Meury. 14 anos.

Certo dia a bem sucedida Blanche e a amiga Léa vão juntas à piscina. Lá, encontram Alexandre, um conhecido de Léa, acompanhado de Adrienne, sua namorada no momento. Blanche encanta-se por este jovem e tentará se aproximar dele cuidadosamente.

                               Informações pelo telefone: (48)3224-8846

                              Site: www.fundacaocultural.badesc.gov.br

                                    Blog: www.fcbadesc.blogspot.com

Twitter: @FCBadesc

domingo, 11 de julho de 2010

U-hu!!!

 

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A notícia tá no Uol Economia, via Agência Reuters e eu AMEI!!

Em 18 meses a Sephora chega ao Brasil!!

Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!

Lead da notícia: SÃO PAULO, 2 de julho (Reuters) - O grupo francês de bens de luxo LVMH comprou 70 por cento do site brasileiro de cosméticos Sack's, que agora vislumbra uma expansão agressiva no Brasil com entrada em shoppings centers e eventual fabricação nacional de marcas consagradas da Sephora, pertencente ao grupo francês.

Confiram a matéria toda no link abaixo:

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/07/02/com-sephora-sacks-promete-expansao-agressiva-no-brasil.jhtm

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hospedagem romântica no Vale do Loire

 

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Para o passeio que fizemos ao Vale do Loire, fixamos “hospedagem” em Cour-Cheverny, no Le Beguinage Chambres D’Hotes, muito próximo do Chateau de Cheverny.

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São casas antigas com quartos provençais,  com um casal super simpático nos recepcionando e, o melhor, diária mais em conta do que a do Ibis, se for contar o acréscimo na tarifa do café da manhã  e da garagem.

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Os quartos são super espaçosos, com um quarto na entrada com duas camas de solteiro, o quarto principal com cama de casal, mesa de jantar, lareira e um banheiro bem grande com aquecedor. Rendeu até uma espécie de piquenique no dia da chegada. A dica é valiosa!

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Vale do Loire

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O Conexão Paris publicou ontem um passeio de balão no Vale do Loire. Me empolguei e posto para vocês algumas das lindas imagens que registramos neste inverno que passou na região. Amanhã coloco mais informações sobre o destino e nossa experiência, saindo de Paris.

Hoje, curtam apenas as paisagens… e que paisagens!  Au revoir!

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Flanando por Paris…

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Existe um verbo muito utilizado na França e que não poderia ser mais perfeito para designar os passeios por Paris. O verbo é “flanar”. O significado da palavra é andar despreocupadamente, caminhar ao acaso, observar com calma, enfim… Não é perfeito? Os franceses é que sabem viver!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Poesia no olhar

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Não é à toa que tenho paixão por esta cidade. Olha a poesia do ato. Na Praça Marcel Aymée, em Montmartre, há a Estátua do “Homem que atravessa a parede”, em homenagem ao conto Le Passe-muraille ou The Walker-Through-Paredes, o mais famoso do romancista, escritor infantil e de humor, além de roteirista de teatro e dramaturgo francês que empresta o nome à praça .

A escultura apresenta o personagem principal da história, Dutilleul, que, com 42 anos, descobriu que tinha o dom de atravessar paredes com perfeita facilidade.

Fiquei alguns minutos invejando o dom de Dutilleul. Queria não só atravessar paredes com esta facilidade como o Oceano Atlântico…

Endereço: Rue Norvins. Cuidado para não passar reto!

Pain d´épices… hum…

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Eu e o Fábio, sedentos por novidades, encontramos em Montmartre, na Rue des Abbesses, número 7, a Lion Père et Fils, que tem um gracioso jardim na frente. Esta loja, que existe desde 1895, comercializa sementes e vários quitutes feitos com grãos. Foi lá que provamos o pain d´épices, um biscoito feito de especiarias. Delicioso! O pain d´épices custou cinquenta centavos de euro a unidade. Os tradicionais doces franceses (da Provence), os calissons, também são encontrados ali.

calissons

Tem uma matéria bem interessante sobre os calissons na Revista França Brasil, escrita por Helena Kempf, que vale muito a leitura. O endereço é  http://www.conteudoeditora.com.br/franca_brasil/283_gastronomia.htm

Segue o lead da matéria:

“Um pequeno doce em forma de losango, mistura de açúcar, amêndoas e melão cristalizado sob uma base fina de hóstia, é uma das especialidades gastronômicas mais famosas da região da Provence, localizada no Sul da França. A origem do delicado calisson, uma iguaria francesa pouco conhecida em terras brasileiras – o produto é encontrado apenas no Empório Santa Maria, em São Paulo (www.emporiosantamaria.com.br), remonta ao século 17 e está estreitamente ligada à cidade de Aix-en-Provence, que, ainda hoje, produz o doce com a mesma receita original e de maneira totalmente artesanal por pequenos produtores locais.”

domingo, 27 de junho de 2010

Ainda em Montmartre …

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Peço desculpas. Como sou APAIXONADA pela alegria deste bairro, mesmo no inverno, mesmo embaixo de neve, volta e meia publico algum detalhe dele. Pois não é que além da colorida e movimentada Place du Tertre, do Espaço Dalí (cujos moinhos de Montmatre influenciaram sobremaneira sua obra), da bela Sacré-Coeur e tudo o mais, o bairro ainda possui um vinhedo? Isso mesmo! Vinhedos em plena cidade de Paris. Ficam na esquina da Rue des Saules com a Rue Saint-Vincent. Pelo que li, hoje pertencem à Prefeitura e produzem vinhos parisienses.

vinhedo de montmatre

A pé, siga as setas que indicam o museu Montmartre até o topo da colina. Dê a volta por trás da colina, pela rue du Chevalier de la Barre, vá em direção ao Parc de la Turlure, descendo pela rue de la Bonne até a rue Saint-Vincent. É nesta rua que fica o Clos de Montmartre,  o vinhedo. Suas vinhas foram plantadas em 1933 e desde a primeira colheita acontecem festas para comemorar.  Todo o primeiro sábado de outubro a festa da colheita toma toda a rua. São cerca de duas mil vinhas formadas principalmente pela Gamay e a Pinot Noir, às quais se misturam com o que o vinicultor responsável pelo Clos chama de “variedades rústicas”.

Na outra esquina, olhando em frente, na Rue des Saules, fica o primeiro cabaré de Paris, o Au Lapin Agile que tinha como seus frequentadores ninguém menos que Picasso e Apolinaire. Delícia de Montmartre!

Au Lapin

Menu du jour no Le Moulin de la Galette

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O enorme moinho erguido em 1640, na Rue Lepic, em Montmartre, atrai muitos turistas. Fomos testar o “menu du jour” do restaurante no horário do almoço, que custa a partir de 17 euros por pessoa. Pode-se escolher entrada mais prato principal ou prato principal mais sobremesa. O vinho pode ser de jarra ou de garrafa. Provamos das duas formas e ambas estavam maravilhosas. Valeu à pena. Ainda mais se adicionarmos a alegria em sair de lá leve com uma pluma e flanar despreocupadamente por Montmartre….

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O site oficial do restaurante é www.lemoulindelagalette.fr e a cozinha funciona dia e noite (até 23h). Como era inverno tivemos que nos contentar com o ambiente interno, mas há muitas mesas ao ar livre.

Detalhe:

O moinho do restaurante apareceu no filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Trata-se de um antigo moinho de trigo da cidade.

Le Moulin de la Galette também é o nome da obra de maior impacto de Pierre-Auguste Renoir, datada de 1876, que retrata a vida parisiense da época. Em 1990 ela foi comprada em um leilão por 78,1 milhão de dólares e atualmente pertence ao Museu D´Orsay de Paris. Fomos lá conferir. Vejam que linda!

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sábado, 26 de junho de 2010

Não pode fofocar!

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Uma coisa que me chama muita atenção em Paris é a proximidade das cadeiras e bancos nos cafés, principalmente nos ambientes externos. Sempre brinco com o Fábio que isso em Floripa não ia dar certo, já que por aqui o mundo é mais estreito (digamos assim). Mas é engraçado esta proximidade de, por vezes, roçar a perna em desconhecidos e participar da conversa alheia. Os cafés são um charme, as mesas externas nem se fala. Pedir um chocolate quente, uma taça de vinho ou de champanhe, acompanhado de uma eclaire e simplesmente ver a vida passar sentada em um dos divinos cafés de Paris é um programa e tanto. Mas não pode fofocar, viu?!

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